Como transformar uma ideia em um negócio

Planejamento inicial é essencial para fazer a futura empresa dar certo. Rede de contatos é imprescindível nessa hora

 

“Quero explodir as grades e voar”, aquela sensação que Humberto Gessinger descreveu bem cantando “Novos Horizontes”, junto com os companheiros de Engenheiros do Hawaii. É assim quando o espírito empreendedor toma conta da gente: queremos ultrapassar limites, ir além, sair do senso comum, inovar. Mas colocar o turbilhão de ideias em prática pode não ser uma tarefa fácil. Sair do campo do “sonho” e transformá-lo em algo palpável e rentável requer mais do que criatividade: exige planejamento e persistência. Por isso, alguns passos precisam ser priorizados para fazer o projeto decolar.

A empresária e administradora do Cais Coworking, Cláudia da Silva Frantiozi, orienta quem está nessa fase de “fermentação” de um negócio. “A primeira atitude do empreendedor quando ele está projetando, é validar essa ideia com uma pessoa de confiança, que trabalha no setor, outro empreendedor que possa servir de know-how para ele. Uma segunda pessoa pode ajudar a avaliar a proposta com mais experiência e bagagem”, aconselha.

Depois disso, outras avaliações também são fundamentais. É preciso definir a área de atuação, delimitando a abrangência: municipal? Regional? Estadual? “Definir quem são os concorrentes também é importante, porque você tem que ser no mínimo melhor que teu maior concorrente”, acrescenta. E tem ainda uma das maiores dores de cabeça: o planejamento financeiro. O empreendedor tem que levar em consideração tudo o que é necessário: rede de relacionamento, capacitação, equipe, investimentos. Mas a falta de recursos não precisa ser uma barreira para o seu sonho empreendedor. “É possível buscar parceiros que possam lucrar junto. Podem ser pessoas que venham agregar ao negócio, trazendo bons resultados, ajudando a alavancar a empresa e ganhando em conjunto”, indica Cláudia.

E não se sinta menos capaz de empreender se você não tiver uma ideia genial em mente. O arquiteto Felipe Bonassi Tomasetto sabe bem disso. “Não precisamos reinventar a roda, mas fazê-la girar de maneira que possamos usá-la melhor”, afirma.

Mas é preciso força de vontade: inicialmente, a dedicação em horários alternativos é imprescindível. “Se você consegue ter um emprego fixo em meio período, no restante do dia foque no seu negócio, dedicando pelo menos quatro horas diárias para isso”, orienta a empresária Cláudia, acrescentando que não dá para contar com retornos financeiros logo nos primeiros meses.

Por último, mas não menos importante, é preciso pensar na estrutura física. Dependendo do segmento, basta começar de forma organizada, em um espaço menor. E se for uma atividade que pode ser compartilhada, optar pelo espaço de coworking é a melhor escolha.

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